segunda-feira, 24 de setembro de 2018





João Câmara: No interior do RN, presidenciável Ciro Gomes pede votos para o democrata José Agripino Maia

Candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes pediu votos para o ex-presidente nacional do Democratas, senador José Agripino Maia, candidato a deputado federal.
Foi ontem à noite no município de João Câmara.
Ciro foi levado pelo candidato a governador do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Alves (PDT), para o reduto mais democrata do Estado.
Para garantir boas imagens para o programa de TV, Ciro apelou para massagear o ego dos agripinistas locais.
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Detalhe: o senador José Agripino, mesmo aliado de Carlos Eduardo, e responsável por tê-lo apresentado como candidato aos eleitores de João Câmara, não participou da mobilização.
Eleitor de Geraldo Alckmin, candidato a presidente do PSDB, Agripino entregou o reduto para Carlos Eduardo levar Ciro, mas foi fazer campanha em Poço Branco.
Ali por perto de João Câmara.




JOVEM DE CARNAUBAIS NÃO RESISTE LUTA CONTRA A VIDA E FALECE NESSE DOMINGO (23

CARNAUBAIS DE LUTO!


COMUNICADO - O sepultamento de Janailma Medeiros de Moura, "Ratinha",  está previsto para as 8 horas desta segunda-feira (24) no Cemitério Público de Carnaubais. O velório está acontecendo na residência de sua mãe na avenida Graciliano Ferreira das Neves.


Petistas são “doentes, alienados e perseguidores”, diz candidata de Bolsonaro no RN

Candidata a deputada estadual pelo PSL, mesmo partido do presidenciável Jair Bolsonaro, a jornalista e empresária Wilma Wanderley acredita que a liderança de Fátima Bezerra (PT) nas pesquisas de intenção de voto para o Governo do Rio Grande do Norte é resultado de um trabalho de “doutrinação” orquestrado pelo PT dentro de escolas e universidades. Ela também credita o desempenho da petista no interior do Estado aos baixos índices educacionais e à pobreza.
“Há uma carência financeira grande. Por causa disso, o nosso interior ainda vive muito a política tradicional, do toma lá dá cá. Além disso, sabemos que a educação liberta o homem, mas o Rio Grande do Norte está muito aquém no ranking no Ideb [que mede a qualidade da educação básica]. E, além do mais, o PT tem feito dentro das escolas um trabalho de doutrinação. Existe um trabalho dos professores [para que os estudantes votem em candidatos do PT]”, disse Wilma.
Para a jornalista potiguar, que concorre em uma eleição pela primeira vez, o PT se tornou uma “seita” cujos seguidores são “alienados” e “perseguidores” de pessoas que pensam de forma diferente. “Alguns bairros não recebem mais adesivos de Jair Bolsonaro [presidenciável do PSL] porque o PT está impregnando o medo, o terror”, argumenta.
Na opinião dela, Jair Bolsonaro sairá vencedor das eleições presidenciais e ele só não lidera as pesquisas de intenção de voto no Rio Grande do Norte porque os eleitores têm medo de serem “perseguidos” pelo PT. “Eu acredito que a maioria [de apoiadores] de Bolsonaro só vai ser estampada nas urnas. As pessoas não revelam o voto porque correm o risco de serem perseguidas pelo PT. Isso é democracia?”, questiona.
Wilma Wanderley diz temer um eventual governo de Fátima Bezerra. “É caso para pensar duas vezes em se mudar. Seria um desastre. Fátima é arrogante. O PT, do jeito que está, é capaz de querer ‘dar na gente’ no meio da rua. É uma situação de ódio. ‘Ou é PT ou não existe, tem que morrer’. São doentes, alienados”, dispara.
A candidata do PSL continua dizendo que seria “lastimável” para o Rio Grande do Norte ter Fátima Bezerra como governadora. “Ela não tem experiência administrativa. É uma pessoa sectária, tem muito rancor. Para nós, isso seria péssimo, principalmente tendo Bolsonaro como presidente”.
“O PT está acabando com a família, com a ordem e com o progresso. Tudo preso e ficha suja. Até a bandidagem diz que vota nela”, emenda Wilma, se referindo ao polêmico áudio em que supostamente um traficante declara apoio à petista.

Por que acreditamos em políticos?


O Homo sapiens é uma espécie naturalmente crédula. A própria linguagem nos predispõe a assumir como verdadeiro aquilo que nos é contado. E faz sentido que seja assim. Línguas naturais só se desenvolveram porque nossos ancestrais recebiam de seus interlocutores mais informações verdadeiras do que falsas.
Se fosse o contrário, não haveria um substrato estável o bastante para que idiomas se fixassem como uma ferramenta útil e fossem preservado pela evolução.
Esse viés de verdade embutido em nossas mentes dá aos mentirosos uma vantagem. Já nascemos prontos a ser enganados. O restante da história da humanidade pode ser descrito como uma corrida armamentista entre técnicas de ludibriar melhor os outros e modos para tentar identificar os aproveitadores.
Nosso principal mecanismo de defesa contra políticos malandros é o ceticismo, a capacidade que temos de pôr em dúvida e testar o que nos é apresentado como certo. Quando exercido com método, ele é poderoso, como se pode constatar pelo sucesso da ciência, que tem como ponto de partida o questionamento das explicações tradicionais.
O problema com o ceticismo é que ele não é muito natural em nós. Exercê-lo é cognitivamente custoso e pode ser socialmente danoso. O sujeito que duvida de tudo não será a pessoa mais popular da aldeia.
A outra ferramenta, com um pedigree menos vistoso, é a fofoca. Se alguém mente para nós repetidas vezes, começamos não só a desconfiar desse indivíduo como também a espalhar que ele é um embusteiro, o que pode custar-lhe a reputação.
A fofoca funcionava bem razoavelmente em grupos pequenos onde todos se conheciam. Mas, agora que vivemos em comunidades virtuais de milhões de indivíduos que se comunicam instantaneamente em rede, ela adquire um caráter bem mais selvagem, dando origem a muitas das fake news. Ainda vai levar um tempo até que aprendamos a lidar com isso.